Sinto o cheiro a álcool, o seu intenso odor entra nas minhas reentrâncias nasais. Mesmo estando a dois bancos de distância. Os homens não param com as suas discussões, desde que entraram no autocarro. Mal se percebe o que eles dizem, o álcool fala por eles. Apenas entendi meia dúzia de palavras no meio de todo aquele escarcéu. Daquele alarido, vieram à conversa: armas, turras e fotos. Talvez a embriaguez tivesse trazido algumas reminiscências de uma temporada por África, lá para os tempos da guerra colonial. Findo a disputa, um deles, já levantado e aprontando-se para sair, virou-se para trás e disse melancolicamente “traz fotos…”. E deu assim por terminada a discussão, que por alguns instantes pareceu assumir contornos perigosos…
Olá muito… Qualquer coisa… Seja lá o que for “qualquer coisa”, certo é que não me importa nem um pouco o que possa ser essa “qualquer coisa”. Com toda a frontalidade, até me estou marimbando, pois não estou aqui para apaparicar-vos com falinhas mansas, mesmo sabendo que corro o risco que fiquem apenas por este parágrafo… O que interessa é que tenho que começar esta espécie de crónica e como não arranjava forma de o fazer, entrei assim a roncar… Essa mecânica, meus caros como tem passado ultimamente? Algum “engripamento” após estas mudanças súbitas no tempo? Problemas na cambota? Ou algum apoio do motor partido? E agora que está quebrado algum gelo, vamos lá finalmente ao que interessa. Não querendo deitar por terra toda uma reputação construída ao longo do tempo, e sem querer aqui expor em praça pública de forma descarada e gratuita a minha ignorância no que toca à temática da mecânica automóvel, sinto-me na obrigação de partilhar algumas das minhas angústias, isto sem querer ...
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