Sinto o cheiro a álcool, o seu intenso odor entra nas minhas reentrâncias nasais. Mesmo estando a dois bancos de distância. Os homens não param com as suas discussões, desde que entraram no autocarro. Mal se percebe o que eles dizem, o álcool fala por eles. Apenas entendi meia dúzia de palavras no meio de todo aquele escarcéu. Daquele alarido, vieram à conversa: armas, turras e fotos. Talvez a embriaguez tivesse trazido algumas reminiscências de uma temporada por África, lá para os tempos da guerra colonial. Findo a disputa, um deles, já levantado e aprontando-se para sair, virou-se para trás e disse melancolicamente “traz fotos…”. E deu assim por terminada a discussão, que por alguns instantes pareceu assumir contornos perigosos…
Toda a doutrina Campesiana, finalmente difundida...
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