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“O Gasolineiro…”

 Apresentava-se sempre de jardineiras azuis e um boné. Não fosse o boné fazer publicidade a uma estação televisiva, eu diria que se tratava de um gasolineiro.
 Tinha o perfil idealizado por mim para um gasolineiro, a fisionomia e o estilo. Um gasolineiro da velha guarda, daqueles que só se vêm nos locais mais recônditos.
Para compor mais a “personagem”, esta trazia sempre consigo uma mala preta de mão e uns óculos de massa bastante graduados. A sua idade já era avançada no tempo, uns sessenta e e…
 Nunca percebi o que fazia. Apenas sei que entrava numa determinada paragem e saía duas à frente, isto, várias vezes ao dia.
 Gasolineiro não seria decerto, embora no meu imaginário o fosse…”

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